Messias and the Hot Tones
Nascido em Vila Franca de Xira, tendo vivido toda a sua infância e adolescência em Alhandra, Messias é um músico, compositor, guitarrista, letrista e cantor de blues de nacionalidade portuguesa.
A música começou cedo na sua vida, cantando desde sempre para familiares e amigos.
Aos 9 anos iniciou-se com aulas de piano que prevaleceram durante 4 anos. Aos 13, começou a ouvir um estilo musical que veio a caracterizar a sua forma de tocar, cantar e ver a vida.
Autodidata na guitarra, desenvolveu com o “blues” um estilo muito invulgar de tocar.
A sua primeira participação numa banda foi como guitarrista ritmo tendo evoluído rapidamente para frontman e guitarrista principal numa banda para a qual tinha sido convidado pelos colegas.
O trabalho de mestres como Muddy Waters, Robert Johnson e Ray Charles, fez com que a sua evolução passasse pelos ritmos apaixonantes do ”blues” de Chicago e do “blues” rural.
Messias, como é conhecido, formou em 1994 o seu primeiro projecto de blues: os “Talking Blues”, em dueto, evoluindo mais tarde para o quarteto "Crossroad Blues Band" com o qual deu mais de 150 espectáculos pelos melhores clubes de jazz e blues de Lisboa, interpretando os grandes reis da soul/blues.
Já reconhecido pelo público, formou em 2001 os “The Cadillacs”, banda de rock’n’roll com a qual realizou inúmeros concertos em casinos e salas de espetáculo em Portugal e Espanha. Esta banda veio a ser reconhecida como o melhor tributo ao género, interpretando os lendários reis do rock’n roll das décadas de 50/60.
Em paralelo com a sua carreira musical, nunca deixou os estudos, estando no fim da sua segunda licenciatura e mestrado em medicina dentária.
A sua voz invulgar foi crescendo tornando-se no que o seu público hoje chama de “hot tone”.
Assim, nos locais onde actuava, Messias começou a criar o seu público. Reconhecido por críticos e jornalistas musicais como guitarrista exímio e dos melhores “cantor/guitarrista” de blues do país.
Tendo sido convidado a liderar as jam sessions de blues num dos mais conceituados bares de jazz de Lisboa, onde actuou durante 5 anos, foi aplaudido e incentivado à internacionalização. A “casa cheia” era uma constante nos seus espectáculos.
Em 2008, constituiu “Messias and the Hot Tones”, a banda que lidera actualmente em formato de “big band”.
Hoje, no culminar da sua carreira, Messias compõe, escreve e interpreta os seus temas originais de “blues/blue-eyed soul”.
A música começou cedo na sua vida, cantando desde sempre para familiares e amigos.
Aos 9 anos iniciou-se com aulas de piano que prevaleceram durante 4 anos. Aos 13, começou a ouvir um estilo musical que veio a caracterizar a sua forma de tocar, cantar e ver a vida.
Autodidata na guitarra, desenvolveu com o “blues” um estilo muito invulgar de tocar.
A sua primeira participação numa banda foi como guitarrista ritmo tendo evoluído rapidamente para frontman e guitarrista principal numa banda para a qual tinha sido convidado pelos colegas.
O trabalho de mestres como Muddy Waters, Robert Johnson e Ray Charles, fez com que a sua evolução passasse pelos ritmos apaixonantes do ”blues” de Chicago e do “blues” rural.
Messias, como é conhecido, formou em 1994 o seu primeiro projecto de blues: os “Talking Blues”, em dueto, evoluindo mais tarde para o quarteto "Crossroad Blues Band" com o qual deu mais de 150 espectáculos pelos melhores clubes de jazz e blues de Lisboa, interpretando os grandes reis da soul/blues.
Já reconhecido pelo público, formou em 2001 os “The Cadillacs”, banda de rock’n’roll com a qual realizou inúmeros concertos em casinos e salas de espetáculo em Portugal e Espanha. Esta banda veio a ser reconhecida como o melhor tributo ao género, interpretando os lendários reis do rock’n roll das décadas de 50/60.
Em paralelo com a sua carreira musical, nunca deixou os estudos, estando no fim da sua segunda licenciatura e mestrado em medicina dentária.
A sua voz invulgar foi crescendo tornando-se no que o seu público hoje chama de “hot tone”.
Assim, nos locais onde actuava, Messias começou a criar o seu público. Reconhecido por críticos e jornalistas musicais como guitarrista exímio e dos melhores “cantor/guitarrista” de blues do país.
Tendo sido convidado a liderar as jam sessions de blues num dos mais conceituados bares de jazz de Lisboa, onde actuou durante 5 anos, foi aplaudido e incentivado à internacionalização. A “casa cheia” era uma constante nos seus espectáculos.
Em 2008, constituiu “Messias and the Hot Tones”, a banda que lidera actualmente em formato de “big band”.
Hoje, no culminar da sua carreira, Messias compõe, escreve e interpreta os seus temas originais de “blues/blue-eyed soul”.
Messias ENTREVISTA . .
Foi no Catacumbas Bar, depois de mais um concerto - no mínimo - endiabrado do Messias, acompanhado do seu baixista e baterista habitual, que o BandCom esteve à conversa com este grande guitarrista, intérprete e compositor de Blues. Vem aí um álbum e nós fomos saber mais sobre esse trabalho, e sobre a carreira do líder dos Messias and the Hot Tones. Qual foi o caminho que percorreste na aprendizagem de música e de guitarra e que está por trás do teu nivel avançado de técnica e performance ao vivo?
Começei no piano, pelos livros e pelo solfejo, que considero hoje que tenha sido muito importante mas não foi por aí que me quis ficar, talvez por na altura não ter ainda um estilo musical com que me identificasse. Passado algum tempo, tive um amigo que me introduziu ao Blues, que se entranhou em mim completamente, e a partir daí foi blues, blues e mais blues. Passei para a guitarra, uma de nylon muito velha, começei a acompanhar fadistas, só depois transitei para o blues e para a guitarra eléctrica. Foram muitas noites passadas num bar, o Roxy Romeu, até às tantas da manhã, em dueto e para ninguém. Foi esta a minha escola, a escola dos sons, de ouvir discos antigos, no fundo com os melhores professores, os negros do Blues, da década de 30, 40, 50, o blues verdadeiro e rural. É aí que está a chave da guitarra, a chave da minha educação.
Fala-nos da tua carreira até hoje, dentro e fora das tuas bandas.
Eu sempre toquei Blues para mim, era reservado. Depois tive, e tenho ainda, um projecto denominado “The Cadillacs”, em que tocamos Rock and Roll dos anos 50, 60, à Elvis, Chuck Berry, Gene Vincent, e em que há um rigor de apresentação, vestimo-nos todos à antiga, com microfones e instrumentos antigos. Tocamos em sítios como casinos e hotéis. O Rock and Roll foi a minha escola ao vivo, tocando para muitas pessoas e em palcos grandes. Ganhei todo o à vontade para tocar o meu instrumento, à frente de pessoas e para pessoas, superei o nervosismo natural que se tem por norma. À-vontade esse que começei a aplicar no Blues. Rapidamente cheguei aqui ao Catacumbas (local da entrevista), convidado por um baterista que me conheceu e me fez tocar aqui um tema. Mais tarde, recebi o convite do dono para vir fazer as terças de Blues. Começei a tocar aqui, a perceber que as pessoas estavam a gostar do Blues e que isto estava a fluir, o feedback foi sendo cada vez mais positivo, e eu senti que tinha encontrado um sítio onde podia evoluir como guitarrista e músico. Tocar ao vivo deu-me imensa precisão na execução musical. Foi esse o meu investimento aqui, já cá toco à quase 5 anos, quase todas as terças feiras. Percebi a minha evolução aqui e quis isso cada vez mais.
O que é que nos podes contar do álbum que os Messias and The Hot Tones vão lançar?
Está a ser feito à sensivelmente dois anos, desde que comecei a fazer e a compôr os primeiros temas. Estamos na fase de gravação há 5, 6 meses. Acredito que o álbum saia ainda neste verão. De momento, está a decorrer a captação da parte instrumental. Um defeito meu é ser um pouco exigente com estas coisas, e ser exigente com o Blues num país que não está habituado ao estilo é complicado, há poucos músicos a falar esta linguagem e é difícil fazer soar as coisas tal como elas acontecem na minha cabeça, que é o meu principal objectivo. Apesar de tudo, a gravação está a superar as minhas expectativas, estou a gostar do que está feito, e espero bem que em Agosto já esteja cá fora, e que seja comprado por muita gente (risos)
O registo vai ter covers ou originais?
Tudo originais, letra e música feitos por mim, dentro do estilo "Blues", sem ser muito fechado nem muito preso ao blues rural, ou seja, para fãs e não só.
No catacumbas, costumas tocar covers, clássicos do blues e do rock and roll. Já começaste a incluir no teu repertório de palco as novas músicas do álbum?
Não, ainda não, mas vou começar a tocar os meus temas, inclusivamente já falei com eles (a banda) e vamos iniciar o trabalho brevemente.
Qual foi o melhor concerto que deste até hoje?
Houve um que se destacou e traz muito boas recordações, foi no Faial, na semana do mar. Não foi com o projecto do Blues mas sim com os The Cadillacs. Começámos a tocar, num palco que estava montado na marina, tínhamos um recinto muito grande à frente, uma marginal cheia de tasquinhas, onde estava toda a gente. Quando começou o concerto, tinhamos muito pouca gente à frente. De repente, as pessoas começam a ouvir e a ver-nos, nos ecrãs gigantes, e começam a descer, devagarinho, para junto do palco. A meio do concerto tinhamos 8000 pessoas à nossa frente e foi curioso, foi a primeira vez que eu realmente senti uma multidão rendida ao espectáculo, é uma sensação gira. A meio de um tema, respirei para o microfone, na brincadeira, e as pessoas repetiram. Peguei nisso, e reparei que as pessoas estavam completamente rendidas àquilo. Adorei! Ainda há pouco tempo voltei ao Faial, e as pessoas perguntam repetidamente quando voltamos. Grande carinho..
Que fotografia nos mostrarias do mundo da música em Portugal? O que é que está mal e podemos corrigir?
A fotografia é um bocado a preto e branco, pela falta de cor. Os músicos precisam de mais condições, acima de tudo as pessoas precisam de olhar para a música de outra maneira. O público precisa de ouvir mesmo a música, mesmo, não ir com modas, ignorar o que os outros dizem e criar a sua opinião própria, com os seus ouvidos, para dizer se a música é boa ou não. As pessoas é que são a chave do mundo da música. Temos músicos de alta qualidade, músicos com muita formação, multi instrumentistas até, e no entanto procuras um sítio em que o centro seja a música ao vivo, onde as pessoas vão atrás dela, e é difícil encontrar. Eu tenho pena por isso. Na parte que mais me toca, que é o Blues, este é um género difícil para as pessoas aqui em Portugal. Nós não tivemos essa educação, o Rock and Roll contagiou os outros países nos anos 50 e 60 mas isso não chegou até nós, entrou muito a conta-gotas. Isso nota-se muito. O público também é parte do problema, apesar de que, independentemente do estilo, se lhe deres qualidade, o público gosta, as pessoas sentem isso. Já apanhei aqui muita gente que não ouve Blues em casa, nem nunca ouviu, todo o tipo de pessoas. Deram-me sempre feedback muito positivo. Além disto, fazem falta mais casas viradas para a música ao vivo e que pratiquem esse culto. Há muitas pessoas que vivem muito para o copo, mas qual copo? Vamos ali ver um concerto, para variar.
Quais são os planos para a divulgação do álbum, depois do seu lançamento?
Para já, esta é a maior formação com que eu já alguma vez toquei. Vamos ter um trio de metais, um pianista, um organista, um baterista, também um coro de vozes femininas essencialmente. É o meu projecto, são os meus temas, estou a dedicar toda a minha força nisto. O meu objectivo são os festivais de Blues, sítios grandes, mas espectáculos em que preferencialmente as pessoas estejam atentas à música, porque eu quero que as pessoas vejam a variedade dos músicos e cada naipe a executar a sua parte, que vejam todo o trabalho feito e o percebam, que recebam a sua beleza e, acima de tudo, que o sintam. Depois, queremos que o trabalho chegue a um público tão vasto quanto possível, quero que conheçam o disco e o meu trabalho.
E isso tudo também passa pelo panorama internacional?
Sim, há planos para isso, estou só à espera que o trabalho esteja pronto para, lá está, entrar nessa rota dos festivais de Blues, nomeadamente em Espanha, onde há imensos, mas também noutros países. A ambição é muito grande, mas há que andar com os pés assentes na terra e trabalhar passo a passo, aliás como sempre fiz.
Como nota final, podemos algum dia esperar músicas do Messias em português?
Já tentei várias coisas, inclusive tenho alguns temas em português mas que não estão muito para o Blues, e já pensei, a curto prazo, em convertê-las para esse género. Desde que o poema seja agradável, eu acho relativamente fácil encaixá-lo aí. Não será já para este álbum, no qual os temas e os próprios músicos já estão definidos. Mas creio que, para um próximo trabalho, vou incluir dois ou três temas em português, e vou tocá-los ao vivo. Ninguém está à espera de um Blues em português, pode ser uma surpresa (des)agradável (risos).
P.S. - Um agradecimento muito especial ao Sr Manel por nos ter deixado ficar no Catacumbas Bar até mais tarde!
http://bandcompt.blogspot.com/2011/07/messias-entrevista.html .
outra noticia: http://bandcompt.blogspot.com/2011/05/messias-and-hot-tones.html
Começei no piano, pelos livros e pelo solfejo, que considero hoje que tenha sido muito importante mas não foi por aí que me quis ficar, talvez por na altura não ter ainda um estilo musical com que me identificasse. Passado algum tempo, tive um amigo que me introduziu ao Blues, que se entranhou em mim completamente, e a partir daí foi blues, blues e mais blues. Passei para a guitarra, uma de nylon muito velha, começei a acompanhar fadistas, só depois transitei para o blues e para a guitarra eléctrica. Foram muitas noites passadas num bar, o Roxy Romeu, até às tantas da manhã, em dueto e para ninguém. Foi esta a minha escola, a escola dos sons, de ouvir discos antigos, no fundo com os melhores professores, os negros do Blues, da década de 30, 40, 50, o blues verdadeiro e rural. É aí que está a chave da guitarra, a chave da minha educação.
Fala-nos da tua carreira até hoje, dentro e fora das tuas bandas.
Eu sempre toquei Blues para mim, era reservado. Depois tive, e tenho ainda, um projecto denominado “The Cadillacs”, em que tocamos Rock and Roll dos anos 50, 60, à Elvis, Chuck Berry, Gene Vincent, e em que há um rigor de apresentação, vestimo-nos todos à antiga, com microfones e instrumentos antigos. Tocamos em sítios como casinos e hotéis. O Rock and Roll foi a minha escola ao vivo, tocando para muitas pessoas e em palcos grandes. Ganhei todo o à vontade para tocar o meu instrumento, à frente de pessoas e para pessoas, superei o nervosismo natural que se tem por norma. À-vontade esse que começei a aplicar no Blues. Rapidamente cheguei aqui ao Catacumbas (local da entrevista), convidado por um baterista que me conheceu e me fez tocar aqui um tema. Mais tarde, recebi o convite do dono para vir fazer as terças de Blues. Começei a tocar aqui, a perceber que as pessoas estavam a gostar do Blues e que isto estava a fluir, o feedback foi sendo cada vez mais positivo, e eu senti que tinha encontrado um sítio onde podia evoluir como guitarrista e músico. Tocar ao vivo deu-me imensa precisão na execução musical. Foi esse o meu investimento aqui, já cá toco à quase 5 anos, quase todas as terças feiras. Percebi a minha evolução aqui e quis isso cada vez mais.
O que é que nos podes contar do álbum que os Messias and The Hot Tones vão lançar?
Está a ser feito à sensivelmente dois anos, desde que comecei a fazer e a compôr os primeiros temas. Estamos na fase de gravação há 5, 6 meses. Acredito que o álbum saia ainda neste verão. De momento, está a decorrer a captação da parte instrumental. Um defeito meu é ser um pouco exigente com estas coisas, e ser exigente com o Blues num país que não está habituado ao estilo é complicado, há poucos músicos a falar esta linguagem e é difícil fazer soar as coisas tal como elas acontecem na minha cabeça, que é o meu principal objectivo. Apesar de tudo, a gravação está a superar as minhas expectativas, estou a gostar do que está feito, e espero bem que em Agosto já esteja cá fora, e que seja comprado por muita gente (risos)
O registo vai ter covers ou originais?
Tudo originais, letra e música feitos por mim, dentro do estilo "Blues", sem ser muito fechado nem muito preso ao blues rural, ou seja, para fãs e não só.
No catacumbas, costumas tocar covers, clássicos do blues e do rock and roll. Já começaste a incluir no teu repertório de palco as novas músicas do álbum?
Não, ainda não, mas vou começar a tocar os meus temas, inclusivamente já falei com eles (a banda) e vamos iniciar o trabalho brevemente.
Qual foi o melhor concerto que deste até hoje?
Houve um que se destacou e traz muito boas recordações, foi no Faial, na semana do mar. Não foi com o projecto do Blues mas sim com os The Cadillacs. Começámos a tocar, num palco que estava montado na marina, tínhamos um recinto muito grande à frente, uma marginal cheia de tasquinhas, onde estava toda a gente. Quando começou o concerto, tinhamos muito pouca gente à frente. De repente, as pessoas começam a ouvir e a ver-nos, nos ecrãs gigantes, e começam a descer, devagarinho, para junto do palco. A meio do concerto tinhamos 8000 pessoas à nossa frente e foi curioso, foi a primeira vez que eu realmente senti uma multidão rendida ao espectáculo, é uma sensação gira. A meio de um tema, respirei para o microfone, na brincadeira, e as pessoas repetiram. Peguei nisso, e reparei que as pessoas estavam completamente rendidas àquilo. Adorei! Ainda há pouco tempo voltei ao Faial, e as pessoas perguntam repetidamente quando voltamos. Grande carinho..
Que fotografia nos mostrarias do mundo da música em Portugal? O que é que está mal e podemos corrigir?
A fotografia é um bocado a preto e branco, pela falta de cor. Os músicos precisam de mais condições, acima de tudo as pessoas precisam de olhar para a música de outra maneira. O público precisa de ouvir mesmo a música, mesmo, não ir com modas, ignorar o que os outros dizem e criar a sua opinião própria, com os seus ouvidos, para dizer se a música é boa ou não. As pessoas é que são a chave do mundo da música. Temos músicos de alta qualidade, músicos com muita formação, multi instrumentistas até, e no entanto procuras um sítio em que o centro seja a música ao vivo, onde as pessoas vão atrás dela, e é difícil encontrar. Eu tenho pena por isso. Na parte que mais me toca, que é o Blues, este é um género difícil para as pessoas aqui em Portugal. Nós não tivemos essa educação, o Rock and Roll contagiou os outros países nos anos 50 e 60 mas isso não chegou até nós, entrou muito a conta-gotas. Isso nota-se muito. O público também é parte do problema, apesar de que, independentemente do estilo, se lhe deres qualidade, o público gosta, as pessoas sentem isso. Já apanhei aqui muita gente que não ouve Blues em casa, nem nunca ouviu, todo o tipo de pessoas. Deram-me sempre feedback muito positivo. Além disto, fazem falta mais casas viradas para a música ao vivo e que pratiquem esse culto. Há muitas pessoas que vivem muito para o copo, mas qual copo? Vamos ali ver um concerto, para variar.
Quais são os planos para a divulgação do álbum, depois do seu lançamento?
Para já, esta é a maior formação com que eu já alguma vez toquei. Vamos ter um trio de metais, um pianista, um organista, um baterista, também um coro de vozes femininas essencialmente. É o meu projecto, são os meus temas, estou a dedicar toda a minha força nisto. O meu objectivo são os festivais de Blues, sítios grandes, mas espectáculos em que preferencialmente as pessoas estejam atentas à música, porque eu quero que as pessoas vejam a variedade dos músicos e cada naipe a executar a sua parte, que vejam todo o trabalho feito e o percebam, que recebam a sua beleza e, acima de tudo, que o sintam. Depois, queremos que o trabalho chegue a um público tão vasto quanto possível, quero que conheçam o disco e o meu trabalho.
E isso tudo também passa pelo panorama internacional?
Sim, há planos para isso, estou só à espera que o trabalho esteja pronto para, lá está, entrar nessa rota dos festivais de Blues, nomeadamente em Espanha, onde há imensos, mas também noutros países. A ambição é muito grande, mas há que andar com os pés assentes na terra e trabalhar passo a passo, aliás como sempre fiz.
Como nota final, podemos algum dia esperar músicas do Messias em português?
Já tentei várias coisas, inclusive tenho alguns temas em português mas que não estão muito para o Blues, e já pensei, a curto prazo, em convertê-las para esse género. Desde que o poema seja agradável, eu acho relativamente fácil encaixá-lo aí. Não será já para este álbum, no qual os temas e os próprios músicos já estão definidos. Mas creio que, para um próximo trabalho, vou incluir dois ou três temas em português, e vou tocá-los ao vivo. Ninguém está à espera de um Blues em português, pode ser uma surpresa (des)agradável (risos).
P.S. - Um agradecimento muito especial ao Sr Manel por nos ter deixado ficar no Catacumbas Bar até mais tarde!
http://bandcompt.blogspot.com/2011/07/messias-entrevista.html .
outra noticia: http://bandcompt.blogspot.com/2011/05/messias-and-hot-tones.html
O perfecionismo e exigência na qualidade têm, durante toda a sua carreira, pautado o seu desempenho e o dos que com ele colaboram.Imergindo nas influências das raízes do blues, estes músicos juntaram-se naturalmente, completando-se. Os “Hot Tones” mostram em palco a verdadeira essência numa fusão entre o tão respeitável blues antigo e a mais exigente “performance” do presente.
Com uma alta exigência, desempenho, suavidade, pureza e limpeza são adjectivos empregues por aqueles que têm testemunhado o seu espectáculo.
Conhecido por muitos como o “Hot Tone”. Ele é a voz da banda. Cantando e tocando a sua guitarra no seu inconfundível, característico e genuíno estilo, leva as audiências a viajar por momentos inesquecíveis.
O espectáculo conta não só com as suas melhores composições mas também com o “reviver” dos mais míticos temas americanos executados por estes músicos singulares.
Um show para ver, ouvir e apreciar.
Com uma alta exigência, desempenho, suavidade, pureza e limpeza são adjectivos empregues por aqueles que têm testemunhado o seu espectáculo.
Conhecido por muitos como o “Hot Tone”. Ele é a voz da banda. Cantando e tocando a sua guitarra no seu inconfundível, característico e genuíno estilo, leva as audiências a viajar por momentos inesquecíveis.
O espectáculo conta não só com as suas melhores composições mas também com o “reviver” dos mais míticos temas americanos executados por estes músicos singulares.
Um show para ver, ouvir e apreciar.
